Anselmo começa a apresentação do debate apresentando os representantes da Coelba, Secretaria da cultura. Estava convocado tambem um representante da Embasa, que não compareceu e nem deu sequer uma satisfação.
O debate começou abordando a Coelba. Os donos de circo reclamaram da taxa de ligação da energia que, dependendo do município, muda de valor. Às vezes são cobradas quantias absurdas.
Foi sugerido um preço único para todas as regiões, mas a representante da Coelba diz que seria necessário ter os postes de ligação por perto do circo, porque levar a energia até próximo ao circo envolve custos e por isso não é possivel ter um preço tabelado. Só seria se em todos os terrenos houvesse um poste por perto.
Mas para isso seria necessário o apoio das prefeituras, que teriam de preparar um terreno público com instalações de energia, saneamento básico telefonia e etc… . Isto facilitaria muito a vida dos circenses.
O dono de um circo, conhecido como Paradinha, diz que nem todos os municipios têm essas condições, mas que ao menos nas capitais deveria haver essa estrutura.
Houve também uma discurssão sobre a discriminação da Coelba por tratamento diferenciado com os circenses, ao dar prioridade a circos grandes. Mas a representante diz que isso não existe, que todos somos clientes da Coelba, temos que ser tratados com igualdade. Talvez isso, disse ela, seja problema com as empresas tercerizadas, mas que se estiver havendo esse tipo problema então que o circo reclame, mandando uma carta ao superior para que os problemas sejam resolvidos. Este tipo de registro serve até mesmo para que a empresa saíba o que acontece com os circenses e proucure uma forma de melhorar o atendimento.
E houve uma pequena reclamação com a segurança pública, porque todas as vezes que o circo chega a uma cidade manda um ofício para as delegacias solicitando presença policial para manter a segurança tanto do público quanto a do artista, Mas os policiais quase nunca aparecem.
A delegada de polícia que representantou a Segurança Pública no debate, diz que todas as vezes que isso acontecer, o circo deve encaminhar uma carta aos superiores, porque é dever dos policias manter a ordem. Se for preciso, procurar até o comandante geral em Salvador.
(Este post foi redigido por circenses durante a oficina de inclusão digital do III Encontro)